Paolla Ábatha relata jornada contra câncer de mama e inspira com resiliência e fé

Ano passado, enquanto tomava um banho, Paolla Ábatha Gomes, 33 anos, percebeu sinais pequenos na região da mama. No início, pensou não ser nada demais, até decidir investigar melhor. “Quando veio o diagnóstico de câncer de mama, foi um choque. Parece que o chão some por alguns segundos. Mas, ao mesmo tempo, foi o começo de uma nova fase da minha vida. Estava com 32 anos e totalmente fora das estatísticas”, conta.

Desse momento em diante, tudo ficou diferente. A forma como encarava os dias não foi mais igual. Certamente, as perspectivas e os valores mudaram, especialmente quando relacionados à família e aos amigos. “Passei a valorizar mais o tempo, as pessoas e a minha saúde. Coisas que antes eram prioridade perderam o sentido, e outras, muito mais simples, ganharam um valor enorme. Foi como se eu tivesse acordado para a vida de verdade.”

A maternidade, durante todo o período de tratamento, foi aquele combustível para aguentar os dias difíceis. Deu mais forças. Os desafios, sem dúvidas, impactaram significativamente a rotina da gestora de RH. Lidar com o medo, a incerteza e manter a esperança não é fácil. Além disso, precisou aprender a ser forte mesmo naqueles instantes que pareciam ser eternos. “Perder o cabelo e também a minha mama foi muito desafiador, mas, com muito amor, consegui superar essas fases”, completa.

Agora, Paolla entra em remissão da doença e afirma com felicidade: “Já não tenho mais câncer”. A jornada, apesar de árdua, veio recheada de ensinamentos, sobretudo fé, resiliência e amor. E, principalmente, que ninguém está sozinho, pelo menos não o quanto pensa estar. “Sempre tem alguém disposto a estender a mão. Tive muito acolhimento nas redes sociais, onde falo sobre o câncer e, principalmente, sobre a minha família e os amigos”, detalha.

Para além desse suporte dentro de casa, foi fora dela que encontrou outra forma de superar o câncer. “A atividade física me salvou e continua me salvando todos os dias. Mesmo durante a quimioterapia, não parei de me exercitar. Foi nesse período que comecei algo que nunca imaginei conseguir: correr. Hoje, já estou alcançando meus 5km e estou ansiosa para participar da minha primeira corrida de rua”, finaliza.

Fonte: Correio Braziliense


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