Luciana de Amorim vence câncer e faz ‘buzinaço’ ruas de Maceió após última quimioterapia

Um buzinaço pelas ruas de Maceió marcou, o último dia 12 de maio, a última sessão de quimioterapia da enfermeira Luciana de Amorim Barros. O ato reuniu familiares, amigos e pessoas que acompanharam o tratamento da paciente contra o câncer de mama em um movimento batizado de “Trem da Lu”. 

Após finalizar a 16ª sessão de quimioterapia, Luciana participou da tradicional “Badalada do Sino da Esperança”, cerimônia simbólica que representa a última quimioterapia. Em seguida, dezenas de carros participaram do “Buzinaço da Esperança”, percorrendo avenidas da cidade em clima de comemoração, fé e conscientização.

A irmã dela, Taciana de Amorim Barros, disse que o projeto surgiu como uma forma de fazer com que a enfermeira não enfrentasse o tratamento sozinha.

“Ela é uma pessoa muito querida, muito amiga. Houve um resgate de amizades e de pessoas que ela não encontrava havia muito tempo, amigos da infância, do colégio e da faculdade.”

Cada sessão de quimioterapia foi transformada em uma “Vagãoterapia”, reunindo diferentes grupos que fizeram parte da trajetória de Luciana. Ao todo, foram 16 encontros com familiares, amigos da infância, colegas da faculdade, profissionais da saúde, grupos religiosos e pessoas próximas.

“Foi muita emoção. Uma enfermeira, no Dia Internacional da Enfermagem, ter alta da quimioterapia.”

Luciana descobriu o câncer após exames de rotina realizados em setembro de 2025. O diagnóstico foi confirmado em 1º de outubro, durante o período da campanha Outubro Rosa.

Após a confirmação da doença, ela passou por uma cirurgia conservadora em novembro do ano passado. A primeira sessão de quimioterapia aconteceu em 30 de dezembro de 2025 e a última foi realizada nesta terça-feira, coincidentemente no Dia do Enfermeiro.

A irmã afirmou que o buzinaço também teve como objetivo conscientizar mulheres sobre a importância da mamografia e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

“Esse momento simboliza tudo o que foi construído ao longo da travessia: uma corrente humana de amor”, afirmou a irmã.

Fonte: g1 Alagoas / Fotos: Santa Casa de Maceió


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