Um novo medicamento desenvolvido por uma indústria farmacêutica suíça foi aprovado pela ANVISA para uso no Brasil. O remédio representa um avanço significativo no tratamento do câncer de próstata em estágio avançado. Essa terapia inovadora utiliza a técnica radioligante, que combina medicamentos com radiação para atingir diretamente as células tumorais.
Chamado de Pluvicto, o mecanismo envolve a identificação das células cancerígenas através da proteína PSMA presente nos tumores. A substância ativa do medicamento transporta lutécio-177 radioativo até essas células específicas, liberando radiação diretamente nelas. Destinado a pacientes que não respondem mais aos tratamentos convencionais e apresentam metástase disseminada, o procedimento requer um exame PET-PSMA prévio para confirmar a presença da proteína alvo.
A administração ocorre exclusivamente em hospitais ou clínicas especializadas e consiste na aplicação intravenosa durante sessões de cerca de uma hora. As doses são espaçadas em intervalos de seis semanas e os pacientes podem retornar às suas atividades normais logo após o procedimento.
Estudos internacionais indicam que essa abordagem pode retardar significativamente o progresso da doença e aumentar a sobrevida dos pacientes ao reduzir o risco de morte. Embora não ofereça cura completa, melhora a qualidade de vida ao controlar sintomas com menos efeitos colaterais comparados aos tratamentos tradicionais.
Apesar dos benefícios promissores, este tratamento inovador contra o câncer avançado de próstata ainda não está disponível pelo SUS. Cada dose custa aproximadamente R$ 146 mil.
Especialistas enfatizam a importância de consultas regulares com urologistas a partir dos 50 anos, ou antes, se houver histórico familiar relevante. Diagnósticos precoces aumentam as chances curativas antes dos primeiros sinais da doença aparecerem.
Fonte: R7
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