Quando o câncer atinge os ossos: o que é metástase óssea e como ela é tratada

Com o avanço dos tratamentos oncológicos e o aumento da sobrevida de pacientes com câncer, cresce também a atenção para complicações que impactam diretamente a qualidade de vida, entre elas, a metástase óssea, condição causada pela disseminação de células cancerígenas para os ossos e que pode provocar dor intensa, fraturas e limitações físicas. Embora ainda não seja considerada curável na maioria dos casos, a doença pode ser controlada por anos com terapias modernas e acompanhamento adequado.

De acordo com Cintia Givigi, oncologista do Hospital Santa Rita, a metástase óssea acontece quando células malignas originadas em um tumor localizado em outro órgão do corpo se disseminam, geralmente pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático, e passam a se instalar nos ossos, comprometendo sua estrutura e funcionamento. “Alguns tipos de câncer têm mais chance de causar metástase óssea, como os de mama, próstata, pulmão, rim e tireoide”, diz.

Sintomas

Entre os sintomas mais comuns, segundo a médica, estão dor nos ossos, fraturas com facilidade e cansaço – porque a metástase óssea pode dar anemia -, além de inchaço na região afetada. Em alguns casos, a metástase óssea causa aumento do cálcio no sangue, causando enjoo, sede excessiva e confusão mental.

Em relação ao diagnóstico, a oncologista diz que primeiro é importante fazer algum exame de imagem, como raio-X, tomografia, ressonância magnética e cintilografia óssea. “E, após isso, uma biópsia, se necessário, de alguma das áreas comprometidas”, ressalta Cintia Givigi.

Tratamento

O tratamento depende do tipo de câncer e da situação da pessoa. “Mas tratamos como tratamos o câncer, com quimioterapia, hormonioterapia, radioterapia e imunoterapia. Em alguns casos, pode ser indicado cirurgia e medicamentos antirreabsortivos que são os mesmos medicamentos usados para osteoporose.”

Na maioria dos casos, a metástase óssea não é considerada curável, mas pode ser controlada por bastante tempo com tratamento. “Algumas pessoas conseguem viver anos com boa qualidade de vida”, enfatiza. Sobre o tempo de vida, a oncologista do Hospital Santa Rita diz que varia muito, dependendo do tipo de câncer inicial, da quantidade de metástases, da resposta ao tratamento e da saúde geral da pessoa. “Há pacientes que vivem poucos meses, enquanto outros vivem vários anos. Hoje, existem tratamentos que aumentam bastante a sobrevida e ajudam na qualidade de vida”, conclui.

Fonte: Grafitti News / Imagem: Magnific


Descubra mais sobre Blog do Projeto AMIGOS

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *