Um estudo da University of Arizona Health Sciences descobriu que uma imunoterapia inicialmente ineficaz contra o câncer de próstata pode ter potencial terapêutico quando combinada com uma abordagem sinérgica.
Publicado na revista Cancer Immunology Research, o estudo liderado pelo Ph.D. Noel Warfel mostrou como sensibilizar tumores de próstata a inibidores de ponto de verificação imunológicos (entenda mais a seguir!).
A chave foi usar um inibidor de proteína para reprogramar os macrófagos, células imunes que normalmente ajudam a combater doenças, mas que são sequestradas pelo câncer para proteger as células tumorais.
Descobertas do estudo
- A pesquisa, a primeira de seu tipo para câncer de próstata, demonstra que essa estratégia pode aumentar a eficácia da imunoterapia nesse tipo de câncer.
- Os inibidores de ponto de verificação imunológicos funcionam bloqueando as proteínas produzidas pelas células cancerígenas que impedem as células T do sistema imunológico de destruir o tumor.
- Embora esses inibidores tenham revolucionado o tratamento de outros tipos de câncer, o câncer de próstata se mostrou resistente a essa terapia, até agora.
A equipe de pesquisa identificou que a cinase PIM1, uma proteína que favorece o crescimento e a proliferação celular, desempenha um papel importante na resistência à imunoterapia.
Ao bloquear essa cinase em macrófagos associados aos tumores, os pesquisadores conseguiram reduzir o crescimento do tumor em modelos de laboratório e animais.
O bloqueio do PIM1, combinado com inibidores de ponto de verificação imunológicos, gerou um efeito sinérgico, aumentando a inflamação do tumor e a proliferação das células T, melhorando a destruição das células cancerígenas.
A pesquisa pode levar a futuros ensaios clínicos e oferece uma nova direção no tratamento do câncer de próstata, um dos cânceres mais comuns entre os homens.
Com informações do Olhar Digital
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