Câncer colorretal exige atenção aos sinais e ao rastreamento precoce

O câncer colorretal, que envolve o cólon e o reto, está se tornando mais frequente entre adultos jovens. Segundo estimativas recentes do Instituto Nacional de Câncer (Inca) citadas na reportagem, quase 46 mil casos eram esperados no Brasil até 2025. A doença costuma surgir sem sintomas nas fases iniciais, mas alterações no hábito intestinal, sangue nas fezes, dor abdominal, fezes mais finas e anemia sem causa aparente podem indicar a necessidade de investigação.

A maior parte dos diagnósticos ainda ocorre depois dos 50 anos, especialmente a partir dos 60, embora o crescimento de casos entre pessoas mais jovens tenha chamado a atenção de entidades médicas. O rastreamento é apontado como uma das principais estratégias para encontrar a doença antes do aparecimento de sintomas. O Inca recomenda iniciar a investigação acima dos 50 anos, enquanto a Sociedade Brasileira de Coloproctologia indica o rastreamento a partir dos 45 anos para a população geral. Em pessoas com histórico familiar, a recomendação é começar 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado.

A reportagem também destaca fatores associados ao risco, como consumo excessivo de ultraprocessados, carne vermelha, fast-foods e álcool, além de sedentarismo, diabetes, idade e histórico familiar. Frutas, vegetais e alimentos ricos em fibras são apresentados como componentes associados à redução do risco, mas não existe um alimento capaz de impedir sozinho o surgimento da doença. A colonoscopia é o principal exame diagnóstico e permite a retirada de pólipos, alguns dos quais podem evoluir para tumores. O tratamento varia conforme o estágio e pode envolver cirurgia, quimioterapia, medicamentos biológicos e, em casos selecionados, imunoterapia. A reportagem ressalta que a doença pode ser curada, sobretudo quando identificada precocemente.

Fonte: Correio do Povo


Imagem ilustrativa: criada com o auxílio de inteligência artificial para representar o tema deste conteúdo, preservando a identidade e a privacidade de pacientes e familiares.


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