Uma pesquisa conduzida pela bióloga Márcia Mortari, professora da Universidade de Brasília (UnB), identificou no veneno do marimbondo brasileiro Chartergellus communis uma proteína com potencial antitumoral. O interesse da cientista pelo desenvolvimento de alternativas contra o câncer ganhou força após ela própria ter enfrentado um tumor de mama.
A substância, denominada chartergellus-CP1, apresentou capacidade de destruir células de câncer de mama em experimentos laboratoriais. Os testes indicaram ação sobre tumores dos subtipos HR+ e triplo negativo, este considerado um dos mais difíceis de tratar. O veneno também apresentou efeito contra células de melanoma humano em estudos realizados em laboratório.
Os primeiros resultados sobre o câncer de mama foram publicados em 2022, na revista Toxicology. Em janeiro de 2024, uma segunda pesquisa foi publicada na *Biochimie, abordando os efeitos sobre melanoma. A equipe continua investigando maneiras de transformar a proteína em medicamento e busca parcerias com empresas farmacêuticas para novos testes. A pesquisa ainda está em fase experimental e, segundo a reportagem, há um longo caminho até eventual aplicação clínica.
Fonte: Metrópoles
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