Câncer de bexiga: se engana quem pensa que a doença acomete apenas homens

O câncer de bexiga é a quarta causa da doença entre os homens, com 12 mil casos por ano,  sendo que 5 mil pessoas perdem a vida anualmente. Não existe um exame que consiga detectar a enfermidade no corpo, mas existem sinais que trazem o alerta, como a presença de sangue na urina. Marcos Nogueira, médico urologista do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) explica que há outros sintomas, como “irritação de bexiga, ardor para urinar e aumento da frequência de micções”.  

Apesar de ser mais conhecido em homens, o câncer de bexiga atinge os dois gêneros, ou seja, homens e mulheres. De cada três homens que contraem a doença, uma mulher tem câncer de bexiga. Segundo o especialista, o câncer na bexiga tem origem nas células que recobrem o órgão, e a incidência  ainda é maior em homens do que mulheres. 

Especialidade

Se engana quem pensa que a urologia é uma especialidade apenas para homens. O urologista alerta que também atinge mulheres e a especialidade  é responsável por diagnosticar e tratar doenças que afetam a bexiga, rins e uretra. Além de cálculos renais, também conhecidos como pedras nos rins, cistites, incontinência urinária, bexiga hiperativa são algumas das doenças que afetam o trato urinário. 

“Só para se ter uma ideia, as mulheres são mais afetadas por problemas urinários do que os homens”, alerta o médico. “Por exemplo, cerca de 30% delas vão apresentar infecção urinária leve ou grave em algum momento da vida. O câncer de bexiga tem tratamento e, para isso, é importante  ser descoberto com antecedência.”

Risco do cigarro

O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de bexiga. O cigarro contém mais de cinco mil substâncias químicas, muitas delas cancerígenas. Essas substâncias tóxicas são inaladas e entram na corrente sanguínea, sendo filtradas pelos rins e permanecendo na bexiga, que é um reservatório da  urina. Com isso, elas danificam as células da parede interna da bexiga podendo ser superficial ou invasivo. 

No Brasil, entre os anos de 2019 e 2023, foram mais de 19 mil óbitos. Em todo o mundo, mais de 800 mil pessoas já perderam a vida em decorrência do câncer de bexiga. Para estimular a prevenção, a Sociedade Brasileira de Urologia realiza todos os anos a Campanha Nacional conhecida como Julho Roxo.

Com informações do Jornal da USP


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