Fumante há quase 40 anos, a professora aposentada Iane Cardim, aos 56 anos, viveu uma crise de saúde debilitante: crises intensas de tosse, dor nas costelas, dificuldade para respirar — “parecia que estavam me estrangulando e fechando minha garganta”. Em mais de dez consultas, foi diagnosticada erroneamente com sinusite alérgica, recebendo corticoides, antibióticos e bombinhas para asma. Mesmo submetida a raio‑X, tomografia e broncoscopia, nenhum resultado apontava a causa real. Em seis meses, emagreceu cerca de 30 kg, perdeu força, apetite, concentração e ficou sem coragem de viver.
Somente em dezembro de 2015, após sugestão de sua irmã, que agendou consulta com uma oncologista pulmonar, Iane foi internada e recebeu o diagnóstico verdadeiro: câncer de pulmão com metástase nos ossos. O diagnóstico, embora grave, foi um alívio. Iniciou tratamento com quimioterapia e radioterapia, enfrentou efeitos adversos frequentes e internações, mas a imunoterapia foi o ponto de virada. Atualmente, faz sessões a cada 28 dias, com a doença controlada.
Viciada em cigarro desde os 18, Iane fumava até dois maços por dia. Tentou parar, mas só conseguiu durante 28 dias de hospitalização, onde passou por desintoxicação física e mental. Ela compara o tabagismo ao vício da cocaína: “o cigarro não é criminalizado e é socialmente aceito”. Já se passaram dez anos sem fumar, mesmo com a vontade presente.
O tumor é irresecável e metastático, mas tratável de forma crônica, semelhante ao manejo de diabetes ou hipertensão. Hoje, Iane prioriza saúde: aposentou‑se, pratica atividades físicas, faz trilhas, anda de bike, dorme bem e mantém alimentação equilibrada. O câncer impôs sofrimento, mas também motivou uma transformação profunda no estilo de vida.
O câncer de pulmão muitas vezes é silencioso, mas pode causar tosse persistente, dor torácica, hemorragias, perda de peso e fraqueza. O principal fator de risco é o tabagismo, mas poluição e exposição a substâncias carcinogênicas (amianto, sílica, cromo) também contam. Em estágio avançado, há risco de metástases quando células se espalham por sangue ou linfa. No caso de Iane, o fato de os ossos terem sido atingidos explica as dores crônicas no tórax.
Com informações do Viva Bem Uol
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