O apresentador e chef Edu Guedes passou por uma cirurgia no último sábado, 5, como parte do tratamento contra um câncer de pâncreas, em São Paulo. A doença é considerada silenciosa e tem crescido no Brasil e no mundo, segundo o oncologista Thiago Jorge, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados cerca de 10.980 novos casos por ano no Brasil entre 2023 e 2025. Em 2020, foram registradas 11.893 mortes pela doença.
O pâncreas tem aproximadamente 15 centímetros e formato semelhante a uma pera deitada. Ele desempenha funções essenciais: a produção de enzimas que auxiliam na digestão (função exócrina) e a fabricação de hormônios como insulina e glucagon, que regulam a glicose no sangue (função endócrina).
Entre os tipos de tumores pancreáticos, destacam-se o adenocarcinoma, responsável por 80% a 90% dos casos e de comportamento agressivo, e os tumores neuroendócrinos, que são menos agressivos.
Os sintomas do câncer de pâncreas costumam aparecer tardiamente, dificultando o diagnóstico precoce. Fraqueza, perda de peso, dor abdominal que irradia para as costas, icterícia, náuseas e alterações nas fezes são alguns sinais de alerta. O surgimento recente de diabetes também pode indicar a presença da doença.
A prevenção ainda é um desafio. Não há exames de rotina recomendados, exceto para pessoas com histórico familiar, que podem fazer testes genéticos e ressonâncias periódicas. A detecção precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento.
A mudança no estilo de vida é apontada como uma medida preventiva importante. Evitar o tabagismo, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios e controlar o peso são ações recomendadas. O aumento da obesidade nas últimas décadas pode estar relacionado ao crescimento dos casos.
O tratamento do câncer de pâncreas depende do tipo e estágio da doença. A cirurgia é a principal chance de cura, mas mesmo após o procedimento, a quimioterapia é necessária para reduzir o risco de recidiva. Novas terapias-alvo começam a ser utilizadas em alguns casos, aumentando as perspectivas futuras.
Apesar da alta letalidade, especialistas apontam para um cenário de esperança, com avanços na personalização dos tratamentos e no desenvolvimento de medicamentos específicos.
Com informações do Estadão
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