Um estudo conduzido pelo oncologista Timothy Cannon, do Inova Schar Cancer Institute, nos Estados Unidos, avaliou 100 maratonistas e ultramaratonistas entre 35 e 50 anos por meio de colonoscopias. Quase metade apresentou pólipos, enquanto 15% tinham adenomas avançados, alterações que podem evoluir para câncer de cólon.
Segundo os dados apresentados, a proporção de adenomas avançados foi superior à observada na população geral da mesma faixa etária, estimada entre 4,5% e 6%, e também ultrapassou índices relatados em alguns grupos considerados de maior risco. A investigação surgiu após o diagnóstico de câncer de cólon avançado em corredores de alto desempenho sem fatores de risco conhecidos.
Os médicos discutem hipóteses, ainda sem conclusões definitivas, como inflamações e pequenas lesões intestinais relacionadas ao esforço prolongado. O estudo também chama atenção para sintomas, como diarreia e sangue nas fezes, que podem ser atribuídos à prática esportiva e deixar de receber investigação médica adequada. Os resultados reforçam a necessidade de novas pesquisas.
Fonte: Terra
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