Após tratamento do câncer, incontinência urinária muda rotina e afasta homem do trabalho

Em 2009, José Geraldo de Souza, então supervisor de segurança, descobriu aos 55 anos um câncer de próstata em estágio avançado durante exames preparatórios para uma cirurgia de hérnia de disco. Após radioterapia e retirada da próstata, o câncer desapareceu, mas ele passou a conviver com incontinência urinária, uma complicação frequente após esse tipo de procedimento.

A condição afetou diretamente sua vida profissional. Em jornadas de 13 horas, precisava utilizar de seis a nove fraldas por dia e acabou afastado do trabalho durante cinco anos, até se aposentar por invalidez. O problema também provocou isolamento social e constrangimento.

Em 2011, José Geraldo conheceu a possibilidade de implantar um esfíncter urinário artificial. O procedimento mudou sua rotina e reduziu significativamente os escapes. Segundo o urologista Cristiano Gomes, há opções fisioterápicas e cirúrgicas para casos persistentes. No SUS, porém, o implante ainda não está disponível; a tecnologia foi avaliada pela Conitec, mas não incorporada devido ao custo.

Fonte: Metrópoles


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