Estudo brasileiro identifica novas formas de HER2 ligadas à resistência no câncer de mama

Pesquisadores do Hospital Sírio-Libanês identificaram novas variações da proteína HER2, que participa do crescimento de alguns tumores de mama e é alvo de terapias específicas. O estudo, publicado na revista científica Genome Research, ampliou de cerca de 20 para 90 o número de formas conhecidas da proteína e pode ajudar a explicar por que determinados tumores apresentam respostas diferentes aos medicamentos.

A equipe analisou 561 amostras de câncer de mama disponíveis no The Cancer Genome Atlas (TCGA), além de linhagens celulares cultivadas em laboratório. Os pesquisadores observaram que algumas variantes da HER2 apresentam alterações que podem impedir a ligação dos anticorpos utilizados por determinados tratamentos. Testes com células consideradas resistentes ou sensíveis a medicamentos reforçaram a associação entre essas variantes e a resposta às terapias.

Segundo os pesquisadores, as diferenças estão relacionadas ao splicing alternativo, processo que permite ao mesmo gene originar versões distintas de uma proteína. A descoberta ainda precisa de validação clínica e não significa que todas as pessoas com tumores HER2 tenham resistência aos tratamentos. Entre os próximos passos estão investigar essa relação em pacientes e ampliar as pesquisas para outros tipos de câncer, como o de pulmão.

Fonte: G1 | Imagem: Freepik


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