Câncer infantojuvenil exige diagnóstico atento e cuidados específicos no tratamento

O Brasil deve registrar 8.600 novos casos de câncer infantojuvenil em 2025, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A Sociedade Brasileira de Radioterapia destacou, durante o Setembro Dourado, a importância do diagnóstico e do acesso a centros especializados. Um estudo internacional com mais de 13 mil pacientes pediátricos apontou que aproximadamente 33% receberam ao menos um ciclo de radioterapia curativa ou paliativa durante o tratamento. Aplicada à estimativa brasileira, a proporção corresponde a cerca de 2.800 casos por ano.

Entre os tipos mais frequentes estão as leucemias, os linfomas, os tumores do sistema nervoso central, o neuroblastoma e o tumor de Wilms. A leucemia é o câncer mais comum na infância. A reportagem também destaca o retinoblastoma, tumor ocular raro que pode surgir nos primeiros anos de vida. Entre os sinais que precisam ser investigados estão nódulos persistentes, crescimento abdominal ou massas palpáveis, febre sem causa aparente, perda de peso, sudorese noturna e alterações no reflexo ocular em fotografias.

O tratamento radioterápico pediátrico exige atenção ao desenvolvimento físico e neurológico. Entre as tecnologias citadas estão a radioterapia de intensidade modulada (IMRT) e a radioterapia em arco volumétrico (VMAT), que permite direcionar a radiação com precisão. A protonterapia também é mencionada, embora, segundo a reportagem, ainda não esteja disponível na América Latina. A técnica pode concentrar a dose no tumor e reduzir a exposição das áreas próximas.

Fonte: Medicina S/A


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