Acelerador linear moderno em sala hospitalar

Radioterapia de precisão avança no Brasil, mas ainda enfrenta barreiras no SUS

A radioterapia de intensidade modulada (IMRT) vem sendo incorporada gradualmente no Brasil e permite direcionar a radiação com maior precisão para o tumor, reduzindo a exposição de tecidos saudáveis. A tecnologia foi incluída na cobertura obrigatória da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicialmente para tumores de cabeça e pescoço, em 2014, e posteriormente para tumores do tórax, em 2023.

Em 2024, a ANS ampliou a cobertura para o câncer de próstata. A técnica permite aplicar doses mais elevadas na próstata com menor exposição do reto e da bexiga, reduzindo riscos relacionados ao tratamento. Em agosto de 2025, o câncer de canal anal também entrou no rol de procedimentos obrigatórios, devido à proximidade do tumor com órgãos e estruturas sensíveis.

Apesar da expansão na saúde suplementar, o acesso à IMRT ainda é restrito no Sistema Único de Saúde. A tecnologia já está presente em cerca de 70% das clínicas, mas sua utilização no SUS enfrenta limitações financeiras e de infraestrutura. A ampliação depende de equipamentos, capacitação de equipes e atualização dos protocolos de incorporação tecnológica, além de medidas para reduzir os chamados vazios assistenciais.

Fonte: VEJA


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