O câncer de mama representa um importante desafio de saúde no Brasil, com cerca de 73 mil novos casos e 20 mil mortes por ano. Um dos aspectos destacados é o crescimento da ocorrência entre mulheres mais jovens: aproximadamente 30% das pacientes têm menos de 50 anos, correspondendo a 21.900 diagnósticos anuais. Em pelo menos metade desses casos, a doença é identificada em estágio avançado.
Uma nova diretriz nacional passou a recomendar a mamografia a partir dos 40 anos, dez anos antes da faixa etária prevista anteriormente, inclusive para mulheres sem sintomas. A mudança busca ampliar a detecção precoce. Segundo estimativa do Inca, entretanto, apenas cerca de um terço do público-alvo realizava o exame anualmente quando o rastreamento começava aos 50 anos.
O acesso ao tratamento também permanece desigual, especialmente pela concentração de recursos terapêuticos em grandes centros. A Fiocruz estima que mais da metade dos pacientes oncológicos precisa se deslocar em busca de atendimento. O debate também destacou barreiras relacionadas à rotina familiar, ao trabalho e à falta de apoio. Segundo os dados apresentados, o diagnóstico precoce permite taxas de cura superiores a 90%, enquanto a prática de exercícios físicos pode reduzir em 40% o risco de surgimento ou retorno da doença.
Fonte: Correio Braziliense
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