O câncer de mama apresenta subtipos biologicamente distintos, e essa diferença influencia o tratamento. Para 2025, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou mais de 73 mil novos casos no Brasil. É o câncer mais frequente entre mulheres brasileiras depois do câncer de pele não melanoma; a detecção precoce amplia as chances de cura e pode permitir tratamentos menos agressivos.
A análise imuno-histoquímica identifica marcadores como os receptores de estrogênio e progesterona e a proteína HER2. Os resultados classificam os tumores em hormonais ou luminais, HER2 positivos e triplo-negativos, que não expressam os três marcadores. Essa distinção orienta os medicamentos e a sequência terapêutica, que pode incluir cirurgia, quimioterapia, imunoterapia, anticorpos monoclonais ou inibidores de ciclina 4/6, conforme o caso.
O plano também leva em conta tamanho e localização da lesão, linfonodos axilares, condições clínicas e preferências da paciente. Obesidade, consumo de álcool, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar estão entre os fatores de risco citados. Entre as mudanças anunciadas pelo Ministério da Saúde para o rastreamento pelo SUS estão a mamografia dos 40 aos 49 anos após decisão compartilhada com o médico e a inclusão de mulheres de 70 a 74 anos no rastreamento de rotina. A aplicação das diretrizes depende de implementação e financiamento.
Fonte: Estadão
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