O câncer de mama tem sido identificado em mulheres de faixas etárias cada vez menores. Para o período de 2023 a 2025, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) projetou 73.610 novos casos no Brasil, tornando a doença o câncer mais incidente entre a população feminina. Apesar da preocupação com a idade dos diagnósticos, a maior parte dos casos não está relacionada à hereditariedade: segundo a mastologista Fernanda Barbosa, cerca de 85% são considerados esporádicos, enquanto 10% a 15% têm relação com histórico familiar.
Ainda não existe uma explicação definitiva para o aumento observado entre mulheres jovens. A especialista aponta fatores associados ao estilo de vida, como sedentarismo, obesidade e consumo excessivo de álcool. A reportagem também destaca alterações que podem exigir avaliação médica, entre elas nódulos, secreção pelo mamilo, mudanças na simetria das mamas, coceira e manchas na pele. Para mulheres de risco habitual, a orientação apresentada é realizar mamografia anual a partir dos 40 anos, exame disponível gratuitamente pelo SUS.
O impacto do diagnóstico também alcança familiares. A influenciadora Linda Rojas contou ter descoberto a doença aos 24 anos e destacou a importância do apoio recebido. A psico-oncologista Patrícia Seta explica que familiares podem ser afetados emocionalmente durante o tratamento e recomenda evitar comparações ou frases que minimizem o sofrimento da paciente. Segundo ela, mesmo comentários feitos com boa intenção podem acabar abafando sentimentos que precisam ser acolhidos.
Fonte: CNN Brasil
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