Após o câncer de mama, gravidez pode ser possível, mas depende de cada caso

Para mulheres diagnosticadas com câncer de mama durante a fase reprodutiva, a possibilidade de ter filhos depois do tratamento está diretamente relacionada às características individuais e às terapias utilizadas. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 15% das pacientes com a doença têm menos de 40 anos. A idade, o tipo de tratamento e a reserva ovariana restante são fatores que influenciam as chances de uma gestação posterior.

A quimioterapia é apontada como um dos principais tratamentos capazes de comprometer a fertilidade, especialmente quando são utilizados medicamentos alquilantes, como a ciclofosfamida. Em determinadas pacientes, isso pode provocar redução da reserva ovariana e até menopausa precoce. Terapias hormonais também podem interromper temporariamente a menstruação, embora seu impacto definitivo sobre a fertilidade seja menos definido e geralmente possa ser reversível após o tratamento.

Para preservar as possibilidades futuras, especialistas recomendam avaliar o congelamento de óvulos ou embriões antes da quimioterapia, quando houver condições clínicas. A janela entre o diagnóstico e o início do tratamento costuma ser de aproximadamente 10 a 14 dias, e protocolos de início rápido podem permitir a estimulação ovariana sem necessariamente alterar o cronograma oncológico. Os dados sobre as chances de nascimento após congelamento variam conforme a idade e outros fatores, portanto não representam garantia de gravidez. Durante o tratamento, a gestação deve ser evitada devido aos riscos maternos e fetais.

Fonte: CNN Brasil


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