Continuar fumando durante o tratamento contra o câncer pode comprometer a eficácia de terapias como quimioterapia e radioterapia, além de estar associado a um prognóstico menos favorável. Especialistas explicam que as substâncias tóxicas presentes no cigarro podem interferir na ação dos medicamentos, elevar o risco de retorno da doença e aumentar a mortalidade entre pacientes oncológicos.
A reportagem também destaca que o tabagismo dificulta a recuperação após cirurgias, retardando a cicatrização e favorecendo complicações, como infecções e internações prolongadas. Segundo os especialistas entrevistados, evidências científicas acumuladas ao longo das últimas décadas mostram que pacientes que deixam de fumar antes ou durante o tratamento apresentam melhores resultados do que aqueles que mantêm o hábito. Um estudo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) citado na matéria aponta que mais de 65% dos pacientes continuam fumando mesmo após o diagnóstico.
Embora abandonar o cigarro seja um desafio, principalmente devido à dependência causada pela nicotina, a matéria ressalta que existem estratégias para apoiar esse processo. Entre elas estão terapia de reposição de nicotina, medicamentos, acompanhamento psicológico, atividade física, mudanças de hábitos e programas conduzidos por equipes multiprofissionais, que ajudam o paciente a reduzir ou interromper o consumo de forma planejada durante o tratamento.
Fonte: Portal Drauzio Varella
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