Entre diagnósticos difíceis e recomeços, a história de superação de Taís Evaristo

Meu nome é Taís Evaristo Cabral, tenho 26 anos e sou de Belford Roxo, RJ. Minha luta começou aos 4 anos, quando tive um problema grave nos olhos por causa da síndrome de Marfan. Fiz cirurgia, recuperei parte da visão, mas perdi de um lado. Cresci entre consultas, exames e dúvidas sobre uma doença rara que também afetou meu coração.

Aos 10 anos, eu não conseguia brincar. Sentia falta de ar, cansaço extremo e vivia internada. Aos 11, pesava 27 quilos, não conseguia comer e precisei usar sonda. Os médicos disseram à minha mãe que a cirurgia cardíaca era arriscada, mas sem ela eu não sobreviveria. Foram 9 horas de cirurgia. Quando acordei na UTI, mesmo entubada, disse pra minha mãe: “Jesus me curou”. E eu venci.

“Deus nunca me abandonou e não vai me abandonar agora”, Taís Evaristo

Depois vieram novos desafios. Operei as pernas, fiquei 5 anos em cadeira de rodas e enfrentei dores intensas e dificuldades até voltar a andar aos 17 anos. Nesse mesmo período, perdi meu irmão, que também tinha Marfan. Entrei em depressão profunda, mas Deus me sustentou e me deu minha filha, um milagre que os médicos diziam que não seria possível. Ela nasceu saudável e trouxe sentido à minha vida.

Recentemente, descobri um nódulo no pescoço. Sinto dores, dificuldade para engolir e estou aguardando cirurgia. Mesmo assim, eu decidi não desistir. Essa é só mais uma batalha. Minha fé continua firme. Deus nunca me abandonou e não vai me abandonar agora.

Eu sou prova viva de que milagres existem. Minha história ainda não terminou.

O que é síndrome de Marfan?

A síndrome de Marfan é uma doença hereditária que afeta o tecido conjuntivo, responsável por dar sustentação ao corpo. Pode causar alterações nos ossos, além de características como estatura alta, braços e dedos longos, articulações muito flexíveis, miopia e fragilidade dos vasos sanguíneos. Surge por mutação genética e o diagnóstico é clínico, com possível teste genético. Não é contagiosa, não pode ser adquirida ao longo da vida e não tem cura. O tratamento depende dos sintomas e pode envolver medicamentos e cirurgias. Quem nasce com a síndrome convive com ela por toda a vida.

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