OMS alerta: além do álcool e do cigarro, refrigerante zero também pode causar câncer

Você provavelmente conhece uma pessoa (ou talvez você até seja essa pessoa…) que toma refrigerante zero dia sim dia não e jura que está sendo saudável porque “ah, mas ele não tem caloria”. Mas não é porque a bebida não tem calorias que você deveria incluir na sua alimentação diária como se fosse água.

Apesar de não ter açúcar, o refrigerante zero conta com adoçantes artificiais para que a bebida ainda tenha aquele sabor gostoso. Um desses adoçantes, o aspartame*, foi classificado como possivelmente cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

*Ps: o aspartame é cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose, o açúcar de mesa.

Adoçante de refrigerante zero é classificado como “possivelmente cancerígeno” pela OMS

De acordo com a Veja Saúde, essa inclusão do aspartame na lista de alimentos possivelmente cancerígenos aconteceu em 2023, depois de uma revisão de 1,3 mil estudos sobre o aditivo feitos pela IARC.

Essa classificação de “possivelmente cancerígeno” não é a mesma de itens como o cigarro e radiação solar, que estão na lista de “cancerígenos”. No caso do grupo em que o adoçante do refrigerante zero está, as evidências quanto ao aparecimento de câncer em humanos e animais ainda são limitadas, mas existem correlações.

“Foi aqui que o aspartame entrou, junto a outros 322 agentes como extrato de aloe vera, escapamento de motor e atividade de carpintaria e marcenaria”, aponta a Veja Saúde.

A revista explica que a IARC analisa se existem estudos relacionando o tal item com o surgimento de tumores. No caso do aspartame, a agência encontrou estudos observacionais apontando o adoçante como uma possível causa de carcinoma hepatocelular, câncer de fígado.

Com informações do Diário do Comércio

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