Anemia pode ser o 1º sinal de câncer de intestino

O câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, está entre os tumores malignos mais frequentes no Brasil e no mundo. Ele se desenvolve principalmente no cólon e no reto, podendo também envolver a região anal. Por afetar uma parte essencial do sistema digestivo, a doença interfere diretamente na rotina da pessoa, seja pelos sintomas, seja pelos exames necessários para diagnóstico e acompanhamento. Por isso, compreender seus sinais, formas de prevenção e possibilidades de tratamento é fundamental para o cuidado com a saúde intestinal ao longo da vida.

Nos últimos anos, o câncer de intestino passou a receber maior atenção em campanhas de saúde, especialmente no mês de março, com o objetivo de incentivar o diagnóstico precoce e a adoção de hábitos preventivos. A identificação da doença em estágios iniciais está associada a maiores chances de tratamento eficaz e de sobrevida. Por esse motivo, a informação clara e acessível se tornou uma ferramenta importante para reduzir a mortalidade e ampliar as oportunidades de detecção precoce.

Em muitos casos, o câncer colorretal se origina a partir de pólipos, pequenas alterações na mucosa do intestino grosso. Nem todos são malignos, mas alguns podem se transformar em tumores ao longo do tempo. Como esse processo geralmente ocorre de forma lenta, existe a possibilidade de detectar e remover essas lesões antes que evoluam para câncer. Nesse contexto, exames de rastreamento, como a colonoscopia, desempenham papel central na prevenção.

A doença pode atingir homens e mulheres, principalmente a partir dos 50 anos. Entretanto, pessoas mais jovens também podem ser afetadas, especialmente quando existe histórico familiar importante ou síndromes hereditárias. Alterações genéticas, envelhecimento celular e exposição prolongada a fatores de risco comportamentais e ambientais também contribuem para o surgimento da doença.

Entre os principais fatores de risco estão idade avançada, sobrepeso ou obesidade, alimentação pobre em fibras e rica em carnes processadas ou ultraprocessadas, além de tabagismo e consumo frequente de bebidas alcoólicas. Doenças inflamatórias intestinais crônicas, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn, também aumentam o risco. Nesses casos, acompanhamento médico e exames regulares são fundamentais.

Os sintomas podem variar e, nas fases iniciais, costumam ser discretos. Entre os sinais mais comuns estão sangue nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem causa aparente e cansaço relacionado à anemia. Como esses sintomas podem ser confundidos com problemas menos graves, muitas pessoas demoram a procurar atendimento, o que pode dificultar o diagnóstico precoce.

O diagnóstico envolve avaliação clínica, exames laboratoriais e métodos de imagem, mas a colonoscopia é considerada um dos principais exames, pois permite visualizar o intestino, retirar pólipos e coletar amostras para biópsia. A confirmação ocorre por meio da análise microscópica do tecido.

O tratamento geralmente inclui cirurgia para retirada da parte afetada do intestino, podendo ser associado à quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo ou imunoterapia, dependendo do estágio da doença. A escolha do tratamento é individualizada e definida por equipe multidisciplinar.

A prevenção envolve hábitos saudáveis, como alimentação rica em fibras, prática regular de atividade física, manutenção do peso adequado, redução do consumo de carnes processadas, moderação no álcool e abandono do tabagismo. Além disso, a realização de exames de rastreamento na idade recomendada permite identificar pólipos e alterações precocemente, aumentando as chances de prevenção e tratamento eficaz.


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