A pequena Luna Rafaelle venceu um câncer raro no cóccix, diagnosticado aos dois anos

A pequena Luna Rafaelle, de quatro anos, tocou o sino da vitória na última sexta-feira (6/3), após conseguir vencer um câncer raro no cóccix, diagnosticado aos dois anos. Durante o tratamento, além das quimioterapias, a menina enfrentou cinco cirurgias e três Transplantes de Medula Óssea (TMO).

Após tocar o sino que simboliza a vitória na luta contra a doença, familiares da menina fizeram uma carreata e percorreram ruas de Teresina para comemorar a cura de Luna.

Francisca Sousa, mãe da menina, contou que a filha já havia tocado o sino no Hospital de Amor de Barretos, em São Paulo, onde fez parte do tratamento, mas que as duas tinham o desejo de repetir o ato em Teresina, com a presença de outros familiares e amigos.

Luna, de quatro anos, vence câncer raro e familiares fazem carreata para comemorar cura

“A gente tinha o desejo no coração de tocar o sino em Teresina. Ela tocou o sino em São Paulo, mas só estava eu, ela e Deus. Um dia falei para a médica que queria tocar o sino aqui, e aí na sexta-feira a gente tocou o sino e comemorou a cura dela aqui”, contou a mãe de Luna.

A carreata saiu do hospital São Marcos e percorreu pontos da capital até o Dirceu, na Zona Sudeste de Teresina, onde a família mora.

Com a vitória, Luna poderá realizar o grande sonho de frequentar a escola. Durante o tratamento contra a doença, a menina não conseguia ter uma rotina escolar.

Francisca Sousa relatou que médicos notaram um nódulo no cóccix da menina ainda antes do nascimento, durante uma ultrassonografia morfológica. Após o nascimento, uma biópsia constatou que o nódulo era benigno.

Dois anos depois, durante exames de rotina, a equipe médica percebeu a presença de um novo tumor no local, dessa vez maligno. A partir do diagnóstico, a menina iniciou uma dura jornada até a cura.

“Daí começamos todo os processos de quimioterapias e cirurgias. As quimios davam um bom resultado, mas não davam a cura, [o tumor] sempre voltava. Aí o hospital aqui em Teresina me chamou para alertar sobre a gravidade, já que mesmo com os bons resultados, voltava”, iniciou.

“Os médicos disseram que iriam o caso dela para um estudo fora do Piauí. O Hospital de Amor de Barretos aceitou o caso dela, e aí fomos com urgência para São Paulo”, completou a mulher.

Francisca relatou que as expectativas não eram boas, já que o câncer crescia rapidamente. Luna iniciou um novo tratamento e logo fez um transplante de medula óssea autólogo, com o uso das células-tronco da própria paciente. O processo foi repetido outras duas vezes.

Segundo ela, o terceiro transplante foi feito em dezembro de 2024. As células cancerígenas desapareceram e a criança entrou em remissão desde então.

Com informações do g1


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