Dor abdominal leva mãe de 34 anos a descobrir câncer de intestino estágio 4

Uma dor abdominal que parecia algo comum mudou completamente a vida da escocesa Kirsty Laing. Aos 34 anos, a jovem mãe descobriu que estava com câncer de intestino em estágio avançado depois de procurar ajuda médica por causa de cólicas fortes no estômago. O caso aconteceu na Escócia e foi relatado por ela ao jornal britânico The Independent. Hoje, enquanto segue em tratamento, Laing usa a própria experiência para alertar outras pessoas sobre a importância de prestar atenção aos sinais do corpo.

Segundo ela, o primeiro sintoma foi uma cólica intensa na região abdominal. Como muitas mulheres costumam associar esse tipo de dor ao período menstrual, a princípio a situação poderia parecer comum. No entanto, Laing percebeu que algo não estava normal, porque a dor era mais forte e persistente do que o habitual. Por precaução, decidiu procurar atendimento médico.

Com o passar dos dias, o quadro piorou. As cólicas se tornaram cada vez mais intensas e constantes, chegando a dificultar até a realização de exames que já estavam marcados, como uma colonoscopia. Diante da piora, o companheiro decidiu levá-la ao pronto-socorro. No hospital, os médicos solicitaram uma tomografia para investigar a causa da dor.

O exame revelou um tumor no intestino que já havia se espalhado para o fígado. Após exames mais detalhados, os médicos confirmaram o diagnóstico de câncer de intestino em estágio 4. Laing contou que recebeu a notícia de forma muito rápida e teve dificuldade para processar tudo o que estava acontecendo naquele momento.

O diagnóstico foi feito em outubro de 2025. Desde então, ela iniciou o tratamento e afirma que está perto de concluir a quimioterapia. Durante esse período, decidiu transformar a própria história em um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.

Mãe de uma criança pequena, Laing também iniciou uma campanha pedindo que exames de rastreamento do câncer de intestino sejam oferecidos a pessoas mais jovens. No Reino Unido, atualmente, esses exames costumam ser recomendados apenas a partir dos 50 anos. Ela defende que a idade mínima seja reduzida para 30 anos e criou uma petição online para rever essa diretriz, que já reuniu mais de 54 mil assinaturas.

Laing também destacou que não apresentou mudanças significativas nos hábitos intestinais, um dos sintomas mais conhecidos da doença. Isso tornou o diagnóstico ainda mais difícil de identificar nos estágios iniciais.

Com informações do Metrópoles


Descubra mais sobre Projeto AMIGOS

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *