Imunoterapia amplia sobrevida e pode levar à cura em alguns casos de câncer

A incorporação da imunoterapia aos protocolos oncológicos tem ampliado as possibilidades de tratamento do câncer, aumentando a sobrevida e permitindo, em alguns casos, remissão completa. Segundo o oncologista Raul Chavarria, do Hospital Araújo Jorge e da UFG, a oncologia evoluiu significativamente nas últimas décadas. Tradicionalmente baseada em cirurgia, radioterapia e quimioterapia, essas abordagens seguem essenciais, variando conforme o estágio da doença. Em tumores localizados, cirurgia e radioterapia são centrais; já em casos disseminados, a quimioterapia atua de forma sistêmica. Apesar dos avanços, alguns tumores apresentam resistência ou alta complexidade terapêutica, o que impulsiona o uso da imunoterapia.

A imunoterapia atua estimulando o sistema imunológico, que muitas vezes é comprometido ou bloqueado pelo próprio tumor. Com o avanço da biotecnologia, especialmente com anticorpos monoclonais como inibidores de PD-1 e PD-L1, tornou-se possível desbloquear essa resposta e reativar a defesa natural do organismo contra o câncer. Os resultados variam conforme o tipo de tumor, sendo mais expressivos em melanoma e câncer de pulmão, com casos de regressão completa e possibilidade de cura após anos sem recidiva. No entanto, nem todos os pacientes respondem, pois a eficácia depende do perfil imunológico individual.

Diferente da quimioterapia, que não é seletiva e pode afetar células saudáveis, a imunoterapia tende a apresentar menos efeitos colaterais. Ainda assim, ela não substitui as terapias tradicionais, sendo utilizada de forma complementar, conforme avaliação médica. Um dos principais desafios é o alto custo, que limita o acesso no Brasil, muitas vezes dependendo de judicialização.

Paralelamente, pesquisas com vacinas contra o câncer avançam, utilizando tecnologias como RNA mensageiro para estimular o sistema imune. Apesar do potencial, ainda enfrentam desafios como custo, complexidade e necessidade de comprovação científica. A tendência é de tratamentos cada vez mais personalizados, combinando diferentes abordagens para ampliar a cura e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Conteúdo resumido a partir de matéria publicada no Jornal Opção. Leia a versão completa no site oficial.


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