Brasil lidera consórcio internacional que busca vacina para combater o câncer

A ida a uma unidade de saúde para se vacinar é uma prática consolidada entre os brasileiros. Em um futuro próximo, esse hábito poderá se tornar também um aliado contra o câncer. A estratégia é uma das prioridades do Ministério da Saúde. A pasta lidera a mobilização de instituições públicas e privadas, em conjunto com a Universidade de Oxford, para desenvolver vacinas capazes de estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater células cancerígenas.

O consórcio foca no desenvolvimento de imunizantes voltados ao diagnóstico precoce e à prevenção da doença, a exemplo da vacina contra o HPV, já ofertada pelo SUS. Ao contrário dos imunizantes tradicionais, as vacinas contra o câncer atuam como um guia para que o sistema imunológico identifique tumores antes imperceptíveis. A abordagem é considerada inovadora, já que os tratamentos atuais utilizam recursos como rádio e quimioterapia, que podem afetar células saudáveis, explicou a secretária Fernanda De Negri. “Os esforços são para avançarmos em um modelo de tratamento mais preciso e menos invasivo, priorizando a qualidade de vida”, destacou.

Estudos

Entre os estudos mais avançados está a pesquisa contra o vírus Epstein-Barr (EBV), associado a linfomas e tumores nasofaríngeos. O Brasil participará da produção da vacina e da condução do primeiro ensaio clínico inicial do EBV no mundo, segundo Timothy Elliott, da Universidade de Oxford.

Ele ressalta que a parceria amplia as pesquisas e pode aumentar o sucesso de imunoterapias ao considerar características da população brasileira. A colaboração resulta de acordo firmado entre o Ministério da Saúde e a Universidade de Oxford.

A articulação se baseia em três pilares: avanços científicos, uso de inteligência artificial e aceleração de ensaios clínicos. O Ministério mobiliza instituições como Inca, Fiocruz, CNPEM e hospitais do Proadi-SUS para fortalecer o ecossistema de inovação. O primeiro encontro da rede ocorreu no Brasil, durante evento realizado no Rio de Janeiro, seguido de visitas técnicas em São Paulo.

Fonte: Portal Contexto / Imagem: Freepik


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