Mariângela de Brito supera câncer de colo do útero e hoje apoia outras mulheres

Aos 40 anos, a professora Mariângela de Brito Pereira Umehara recebeu um diagnóstico inesperado: câncer de colo do útero. A doença foi descoberta em março de 2021, durante um exame preventivo de rotina — realizado menos de um ano após o anterior, quando a paciente não tinha nenhum sintoma.

Moradora de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, Mariângela sempre manteve acompanhamento ginecológico regular. Ainda assim, o resultado alterado chamou a atenção da médica que a acompanhava há mais de cinco anos. O exame foi repetido e, após a biópsia, veio a confirmação.

“Pior sentimento da minha vida, só pensei na morte. Morrer dois anos pós o meu casamento não estava nos meus planos”, conta.

📲 Acesse o canal do Projeto AMIGOS no WhatsApp

Literalmente sem sintomas aparentes — como dor ou sangramento —, Mariângela atribuia o cansaço que sentia à rotina intensa de trabalho como professora, profissão que exerce há 25 anos. Na época, vivia uma fase de planos pessoais: estava casada há dois anos e tentava engravidar.

A rapidez na condução do caso foi decisiva. Apenas 15 dias após o diagnóstico, Mariângela passou pela cirurgia de retirada do útero. Cinco dias depois, recebeu a notícia de que o câncer havia sido identificado em estágio inicial e estava restrito ao colo do útero.

Segundo a rádio-oncologista Denise Ferreira, diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), iniciar o tratamento rapidamente faz toda a diferença.

“Após o diagnóstico de câncer de colo do útero em estágio inicial, o ideal é que o tratamento comece o mais rápido possível, preferencialmente em até quatro a seis semanas. Essa agilidade é muito importante porque estamos lidando com uma doença que, quando identificada precocemente, tem altas chances de cura”, explica Denise.

Participe de nossas visitas aos pacientes oncológicos no Recife

Mesmo após a cirurgia, Mariângela precisou seguir tratamento complementar com radioterapia e braquiterapia para reduzir o risco de recidiva. Um mês após a cirurgia, começou uma nova etapa.

Como a cidade onde mora não oferece radioterapia, Mariângela precisou se mudar temporariamente para Santos, onde realizou 25 sessões consecutivas. O início não foi fácil. A professora conta que a partir da quarta sessão, começaram os efeitos colaterais mais intensos.

“Senti muita diarreia, fraqueza e incontinência urinária. Urinava a cada 30 minutos. Tinha dias em que não conseguia levantar da cama, de tanto cansaço”, relata.

De acordo com a radio oncologista, sintomas como os enfrentados por Mariângela são esperados durante a radioterapia pélvica. “Como o intestino e a bexiga ficam muito próximos da região tratada, podem ser temporariamente afetados. O resultado é uma inflamação transitória. Os efeitos mais comuns incluem diarreia, aumento da frequência das evacuações, cólicas e urgência urinária”, detalha Denise.

Hoje, aos 45 anos, Mariângela está em remissão há quatro anos e meio. Os exames de acompanhamento, feitos a cada seis meses, seguem sem alterações. Ainda assim, a vida não voltou a ser como antes.

“Minha vida se transformou completamente. Me tornei intolerante à lactose e a vários alimentos. Não posso comer alho, cebola, algumas frutas e farinha integral”, conta.

🛐 Envie o seu pedido de oração para o nosso WhatsApp: 81 98493-9196

A experiência transformou não apenas o corpo, mas também a forma como Mariângela encara o tempo e as prioridades da vida. Hoje, atua como rede de apoio para outras mulheres que recebem o diagnóstico e compartilha a própria história como forma de conscientização.

Mesmo com exames normais, Mariângela admite que cada consulta ainda vem acompanhada de ansiedade. Ainda assim, segue com as prevenções de rotina e com o apoio a outras mulheres.

Fonte: Metrópoles


Descubra mais sobre Projeto AMIGOS

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *