Gravidez após câncer de mama pode ser viável com planejamento e acompanhamento médico

O avanço dos tratamentos e do acompanhamento oncológico tem permitido que muitas mulheres diagnosticadas com câncer de mama realizem o sonho da maternidade após o tratamento. Especialistas destacam, porém, que o tema da fertilidade deve ser discutido antes do início da terapia, já que procedimentos como a quimioterapia podem reduzir as chances de uma gravidez futura. Em alguns casos, o congelamento de óvulos pode ser uma alternativa para preservar a fertilidade.

Outro ponto importante é a hormonioterapia, indicada para grande parte das pacientes após o tratamento. Durante esse período, a gestação não é recomendada, sendo necessária uma avaliação médica para definir o momento mais seguro de interromper temporariamente a medicação e tentar engravidar. A possibilidade de uma gravidez natural depende de fatores como idade, reserva ovariana e tipo de tratamento recebido.

A reportagem também apresenta resultados do estudo POSITIVE, discutidos durante o XI Congresso Internacional Oncologia D’Or – Onco in Rio 2026. A pesquisa acompanhou mais de 500 mulheres e indicou que a interrupção temporária da hormonioterapia para tentativa de gravidez não aumentou o risco de recorrência do câncer de mama no curto prazo. Os especialistas ressaltam, entretanto, que ainda são necessários dados de acompanhamento em longo prazo e recomendam que o tratamento seja retomado após a gestação, conforme orientação médica.

Fonte: Portal Drauzio Varella


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