Aos 34 anos, a moradora do bairro do Curado, no Recife, vive um dos momentos mais marcantes de sua vida. Após enfrentar um câncer de mama, passar por cirurgias, sessões de radioterapia e imunoterapia, Andréia Rodrigues recebeu uma notícia que parecia improvável: ela está grávida de sua segunda filha.
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A descoberta aconteceu no início de fevereiro deste ano, cerca de dois anos e meio após o início da luta contra a doença. Naquele período, Andréia se preparava para retirar os ovários como medida preventiva para reduzir os riscos de retorno do câncer. Foi justamente durante essa fase que veio a surpresa que mudou os planos da família.
Durante o tratamento, ela ouviu diversas vezes dos médicos que dificilmente conseguiria engravidar novamente. Segundo as orientações recebidas, os procedimentos realizados haviam comprometido seus ovários, tornando uma nova gestação extremamente improvável.

“Os médicos estudaram para isso e eu nunca duvidei deles. Eu entendia que aquela era a realidade. Meu pensamento era apenas ficar curada”, relembra.
Mãe de uma adolescente de 14 anos, Andréia já havia aceitado a possibilidade de não ter mais filhos. Sua prioridade era recuperar a saúde e seguir cuidando da família. Por isso, a notícia da gravidez foi recebida com surpresa e gratidão.
“Foi no mesmo mês em que eu iria tirar os ovários para o câncer não voltar que descobri que estava grávida”, conta.
A emoção também tomou conta do marido. Segundo Andréia, ele ficou surpreso ao recordar as inúmeras vezes em que os médicos afirmaram que ela não poderia mais gerar filhos.
“Ele está muito feliz. Como ele mesmo diz, foi a mão de Deus na minha vida.”
A filha mais velha também comemorou a chegada da irmã. Filha única durante 14 anos, ela sempre sonhou em ter irmãos, mas as dificuldades de saúde enfrentadas pela mãe tornavam esse desejo cada vez mais distante.

“Ela está muito feliz. Sempre quis ter irmãos, mas a minha condição de saúde acabava impossibilitando isso.”
Hoje, Andréia está no sétimo mês de gestação e aguarda com alegria a chegada de Pérola Lorena, nome escolhido para a bebê.
Mesmo continuando o acompanhamento médico no IMIP, ela vive essa fase com gratidão e esperança. Para Andréia, a gestação representa mais um capítulo de uma caminhada marcada pela fé em Deus.
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Ao deixar uma mensagem para mulheres que enfrentam a doença e também ouviram que não poderão mais engravidar, ela compartilha aquilo que tem sustentado sua caminhada:
“Diante das adversidades da vida, quem dá a última palavra é Deus. Mesmo que a medicina diga não, Deus diz sim. Ele vai além da medicina.”
Entre consultas, tratamentos e momentos de incerteza, a história de Andréia ganhou um novo significado. Agora, enquanto aguarda a chegada de Pérola Lorena, ela celebra não apenas a cura, mas também a oportunidade de viver novamente a experiência da maternidade.
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