“Cheguei para a festa”: a fé que acompanhou Luiz Antônio durante o tratamento do câncer

Morador de Ponte Nova (MG), Luiz Antônio Guimarães, hoje com 63 anos, viu sua vida tomar um novo rumo ao receber o diagnóstico de câncer de próstata. Como acontece com muitas pessoas, a notícia trouxe uma nova realidade. Mas, acima de tudo, fortaleceu uma certeza que ele já carregava no coração: Deus continua no controle de todas as coisas.

Sua história começou muitos anos antes do diagnóstico.

As consultas com o oncologista faziam parte da rotina. Sempre comparecia tranquilamente, sem medo ou constrangimento, apenas como quem entendia a importância do acompanhamento médico. Com o passar dos anos, alguns exames revelaram cálculos, pedras e cistos nos rins. Paralelamente, também passou por acompanhamento cardiológico.

Durante um cateterismo, foi constatado que duas artérias do coração apresentavam obstrução parcial. O tratamento foi iniciado com medicamentos e, segundo a cardiologista, seria suficiente para controlar o problema.

Nenhuma dessas notícias abalou sua confiança.

“Eu sempre confiei e sempre confiarei no controle do Senhor Jesus Cristo.”

Essa confiança encontra fundamento nas palavras do apóstolo Paulo: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” Luiz faz questão de explicar que não deseja a morte, mas acredita que quem vive em Cristo encontra segurança mesmo diante das maiores dificuldades.

Algum tempo depois, o foco das consultas mudou. O oncologista passou a observar alterações no PSA e iniciou um tratamento para a próstata. Mesmo com a medicação, solicitou uma biópsia.

O resultado confirmou o diagnóstico: câncer de próstata.

A notícia assustou sua esposa, que recebeu o diagnóstico com muita tristeza. Luiz, porém, encarou aquele momento de outra maneira.

“Eu recebi de forma tranquila. Tudo estava no controle do Senhor.”

Para ele, acreditar em Deus nunca significou deixar de buscar tratamento. Pelo contrário.

“Entendo que precisamos fazer a nossa parte. A morte faz parte da vida, mas o sofrimento pode ser menor quando buscamos ajuda no tempo certo. Se eu não tivesse começado esse acompanhamento anos atrás, certamente estaria sofrendo muito mais hoje.”

Após a confirmação do câncer, continuou tomando os medicamentos para o coração e para a próstata. Em seguida, o oncologista indicou 28 sessões de radioterapia, explicando que, naquele caso, seria uma alternativa menos agressiva que a quimioterapia.

Nem mesmo essa fase fez Luiz perder o bom humor.

“Agora estou ficando famoso. Vou fazer rádio… só faltou ser televisão.”

Antes mesmo do início do tratamento, ele já havia criado um hábito curioso: beber cinco copos de água pela manhã e outros cinco após o almoço. Quando precisou fazer a tomografia para planejar a radioterapia, recebeu justamente a orientação de tomar cinco copos de água antes do exame. O mesmo preparo foi solicitado antes de cada sessão.

Para ele, aquilo já fazia parte da rotina.

E foi durante a radioterapia que viveu uma das experiências mais marcantes de toda a caminhada.

Enquanto muitos chegavam carregando preocupações, Luiz fazia questão de entrar sorrindo.

“Cheguei para a festa!”

Assim iniciava conversas com pacientes que também enfrentavam o câncer. Cada pessoa tinha sua própria história, mas ele aproveitava aqueles encontros para compartilhar palavras de esperança e falar sobre sua fé em Jesus Cristo.

Uma promessa bíblica o acompanhou durante todo o tratamento:

“No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo.”

Segundo Luiz, essa palavra sustentou seu coração em cada sessão.

Ao olhar para trás, ele acredita que o câncer lhe proporcionou encontros, conversas e oportunidades de levar esperança a pessoas que talvez nunca mais encontrasse.

Seu testemunho não é apenas sobre enfrentar uma doença.

É sobre descobrir que a esperança pode permanecer viva mesmo quando a vida muda completamente.

“Eu creio em um Deus que pode curar. Mas, acima de tudo, creio em um Deus que tem poder para salvar. Essa é a maior certeza que carrego.”

Hoje, com o tratamento concluído, Luiz segue sua caminhada confiando no Senhor Jesus Cristo e testemunhando que, mesmo em meio ao diagnóstico de câncer, é possível viver com esperança, alegria e fé.

Que sua história inspire outras pessoas a cuidarem da própria saúde, valorizarem o diagnóstico precoce e nunca perderem a esperança, independentemente das circunstâncias.


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