Diagnóstico inesperado leva Amy Piccioli a transplante de fígado contra câncer

Amy Piccioli, norte-americana de 41 anos, levava uma vida ativa em Los Angeles quando recebeu um diagnóstico que mudou completamente sua história. Em maio de 2024, ao procurar atendimento médico por causa de uma desidratação provocada por uma virose gastrointestinal, exames revelaram algo inesperado: um câncer colorretal em estágio 4, já com metástases no fígado.

Uma tomografia identificou um tumor no cólon e múltiplas lesões hepáticas. A biópsia confirmou a doença avançada. Amy conta que não apresentava qualquer sinal típico da enfermidade. Não tinha dor, alterações intestinais nem histórico familiar da doença. Ao ouvir de um médico que se tratava de um câncer em estágio 4, a primeira reação foi de choque e medo.

O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso, que inclui cólon e reto. Em muitos casos, surge a partir de pólipos, pequenas lesões na parede intestinal que podem se tornar malignas com o tempo. Como a doença pode evoluir silenciosamente nas fases iniciais, o diagnóstico costuma acontecer tardiamente ou durante exames feitos por outros motivos.

Após a confirmação da doença, Amy iniciou um tratamento agressivo com quimioterapia para controlar o avanço do câncer e reduzir as metástases no fígado. Com o passar dos meses, os exames mostraram que a doença estava restrita ao fígado e respondendo ao tratamento. Esse cenário abriu a possibilidade de uma alternativa ainda pouco conhecida: o transplante de fígado para tratar metástases de câncer colorretal.

Ela foi encaminhada ao Northwestern Medicine, em Chicago, um dos poucos centros que realizam esse tipo de procedimento em pacientes selecionados. Para que o transplante fosse possível, Amy precisava de um doador vivo compatível. A surpresa veio quando Lauren Prior, filha de amigos da família, descobriu ser compatível.

O transplante foi realizado em 17 de dezembro de 2025. Os médicos removeram o fígado doente e implantaram parte do fígado da doadora, órgão capaz de se regenerar. Hoje, pouco mais de três meses após a cirurgia, exames que detectam fragmentos de DNA tumoral no sangue não mostram evidências da doença. Amy segue em acompanhamento médico e utiliza medicamentos para evitar rejeição do órgão transplantado.

Conteúdo resumido a partir de matéria publicada no portal do Metrópoles


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