Isaque Nery, administrador de 57 anos, recebeu um diagnóstico inesperado durante um exame de rotina que mudou sua história. Sem sintomas e mantendo uma vida ativa, ele realizou a colonoscopia por já ter ultrapassado os 50 anos, faixa em que o exame passa a fazer parte do check-up recomendado mesmo para quem se sente saudável. Foi nesse cuidado preventivo que surgiu a descoberta de um pólipo discreto, com pouco mais de um centímetro no reto, que já era maligno.
O caso revela uma característica marcante do câncer colorretal: sua evolução silenciosa nas fases iniciais. A lesão identificada era um adenocarcinoma, tipo mais comum desse câncer, que costuma surgir a partir de pólipos benignos que evoluem ao longo dos anos. Como a retirada inicial não garantiu a remoção completa da base da lesão, foi necessária uma cirurgia para retirada de parte do intestino e linfonodos ao redor. Os exames confirmaram que a doença estava localizada, sem metástases, permitindo um tratamento com intenção curativa.
O procedimento foi realizado por via robótica e exigiu uma ileostomia temporária, etapa que trouxe grande impacto emocional. Com o tempo, a bolsa foi revertida e Isaque retomou sua rotina normalmente, hoje sem sinais da doença.
Mesmo sem hábitos de risco, ele possuía histórico familiar de câncer colorretal, fator que aumenta a necessidade de investigação precoce. Sua história reforça a importância da colonoscopia a partir dos 45 anos e mostra como o diagnóstico precoce pode salvar vidas.
Conteúdo resumido a partir de matéria publicada no portal g1. Leia a versão completa no site oficial.
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