Idade é principal fator de risco para morte por câncer colorretal

A idade é o principal fator de risco para morte por câncer colorretal, segundo estudo baseado em internações hospitalares no estado de São Paulo entre 2000 e 2023. A pesquisa mostrou que, à medida que a faixa etária aumenta, cresce também a probabilidade de óbito após cirurgia para retirada de tumores no cólon ou reto. O levantamento também identificou maior risco de morte em pacientes submetidos a cirurgias de urgência, o que sugere diagnóstico tardio e quadros mais graves. Além disso, tempo prolongado de internação e presença de outras doenças associadas contribuem para piores desfechos clínicos.

O câncer colorretal está entre os tumores mais frequentes no Brasil, com estimativa de mais de 53 mil novos casos anuais entre 2026 e 2028, representando cerca de 10% dos diagnósticos de câncer. Fatores comportamentais, como sedentarismo, alimentação rica em ultraprocessados, consumo de álcool e tabagismo, também contribuem para o aumento da incidência da doença.

Os sintomas mais comuns incluem sangramento retal persistente, alterações no funcionamento do intestino, dor abdominal, sensação de evacuação incompleta e perda de peso sem causa aparente. O diagnóstico geralmente é realizado por colonoscopia com biópsia, que permite identificar lesões e determinar se são benignas ou malignas.

O tratamento varia conforme a localização e o estágio do tumor, podendo envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia. Quando detectado precocemente, as chances de cura aumentam significativamente. Por isso, especialistas recomendam iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos, por meio de exames como teste de sangue oculto nas fezes e colonoscopia periódica, especialmente em pessoas com histórico familiar da doença.

Os pesquisadores destacam que o uso de modelos de inteligência artificial pode ajudar a prever o risco de mortalidade, permitindo melhor direcionamento de recursos de saúde e ampliação do acesso ao diagnóstico precoce, principalmente em regiões mais vulneráveis.

Conteúdo resumido a partir de matéria publicada pelo Estadão. Leia a versão completa no site oficial.


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