O câncer de pulmão é amplamente relacionado ao tabagismo, mas também pode afetar pessoas que nunca tiveram contato com o cigarro. A história de Dave Nitsche, canadense de 57 anos, ilustra essa realidade de forma surpreendente.
Ativo e saudável, Dave praticava regularmente maratonas, triatlo e ciclismo. Sem histórico familiar da doença, ele não apresentava fatores de risco evidentes. Tudo mudou em março de 2019, quando começou a perceber alterações na visão. Linhas retas passaram a parecer distorcidas, o que o levou a procurar um especialista.
Inicialmente, a suspeita foi descolamento de retina. No entanto, exames mais detalhados identificaram acúmulo de líquido atrás do olho. A situação evoluiu rapidamente e resultou na necessidade de remoção do órgão, poucos dias antes de seu aniversário.
Após a cirurgia, uma investigação mais ampla revelou alterações preocupantes. Exames apontaram manchas nos pulmões e grande volume de líquido acumulado. Em poucas semanas, veio o diagnóstico definitivo: câncer de pulmão em estágio avançado.
A notícia foi inesperada, já que Dave não apresentava sintomas significativos. Mesmo assim, recebeu um prognóstico de cerca de um ano de vida. Ele iniciou imediatamente um tratamento com terapia direcionada, voltado para retardar a progressão da doença.
Com o passar do tempo, foi necessário ajustar a medicação. Atualmente, Dave segue em tratamento com infusões regulares e apresenta resposta positiva, com redução dos tumores e sinais de estabilização.
Sete anos após o diagnóstico, ele mantém uma rotina ativa. Aposentado, dedica-se aos exercícios físicos e ao apoio a outros pacientes, inclusive liderando um grupo de suporte.
Além disso, continua se desafiando fisicamente, planejando percorrer cerca de mil quilômetros em trilha. Para ele, manter o corpo em movimento é parte fundamental do enfrentamento da doença.
Sua trajetória mostra que o câncer pode surgir mesmo sem fatores de risco clássicos e destaca a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento médico e da qualidade de vida durante o tratamento.
Fonte: Metrópoles
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