O diagnóstico de câncer de mama costuma trazer medo, incertezas e desafios que transformam a vida de qualquer pessoa. No entanto, para muitas mulheres, a jornada também se torna um testemunho de coragem, perseverança e esperança.
As histórias de Sônia e Rita mostram que, mesmo diante de tratamentos difíceis, cirurgias e momentos de extrema fragilidade, é possível encontrar força para seguir em frente. Cada uma viveu sua própria batalha contra a doença, enfrentando obstáculos distintos, mas ambas compartilham a mesma certeza: a fé foi um alicerce fundamental durante todo o processo.

Em fevereiro de 2020, aos 72 anos, Sônia Lima da Silva recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Apesar da notícia difícil, ela decidiu confiar em Deus e seguir o tratamento com esperança.
Seu atendimento foi iniciado no INCA 3, no Rio de Janeiro. Em abril daquele ano, ela deveria começar o tratamento, mas, devido à pandemia, houve suspensão temporária dos procedimentos. Somente em setembro de 2020 foi chamada para dar continuidade ao tratamento, que se estendeu até maio de 2021.
Durante esse período desafiador, uma grande alegria chegou à família: o nascimento de seu primeiro neto, em maio de 2021. Poucos meses depois, em 21 de julho, ela foi internada para realizar a cirurgia de retirada do tumor. O procedimento ocorreu com sucesso e recebeu alta quatro dias depois.
Quinze dias mais tarde, retornou ao hospital para a retirada do dreno. Tudo parecia estar bem, mas naquela mesma noite surgiram complicações graves. Um coágulo começou a se formar na região da cirurgia, causando intenso inchaço e dores muito fortes. Na manhã seguinte, foi levada à emergência.
Após diversas tentativas de tratamento, os médicos concluíram que seria necessária uma nova cirurgia de urgência, pois sua vida corria risco. O desafio era que aquele era um sábado, véspera do Dia dos Pais, e não havia equipe cirúrgica disponível no hospital naquele momento.
Enquanto a família e amigos se uniam em oração, uma solução inesperada surgiu. O hospital conseguiu reunir uma equipe médica para realizar o procedimento. Às 18 horas, Sônia foi levada ao centro cirúrgico.
Duas horas depois, já recuperada, retornou à enfermaria. A cirurgia foi bem-sucedida e, seis dias mais tarde, recebeu alta. O resultado dos exames trouxe a notícia que tanto esperava: não havia mais evidências da doença.
Hoje, Sônia relembra aquele período com gratidão e afirma que sua história é a prova de que nunca perdeu a esperança. Para ela, vencer o câncer de mama foi um verdadeiro milagre e uma oportunidade de compartilhar sua experiência para fortalecer outras pessoas que enfrentam a mesma luta.

A história de Rita de Souza Silva de Paiva começou em 2012, quando exames de acompanhamento identificaram a necessidade de uma investigação mais detalhada. Inicialmente, os resultados não apontaram alterações preocupantes. Porém, em maio de 2013, durante uma mamografia de rotina, veio a confirmação do câncer de mama.
Encaminhada para tratamento especializado no INCA 3, no Rio de Janeiro, ela passou por um período de avaliações e exames. Em julho de 2013, recebeu o diagnóstico definitivo: câncer de mama em estágio avançado.
Pouco tempo depois, em agosto, foi submetida à cirurgia para retirada do tumor na mama esquerda. Mesmo diante da gravidade da situação, manteve a confiança e a determinação para enfrentar cada etapa do tratamento.
Em outubro daquele ano, iniciou as sessões de quimioterapia. Foram oito aplicações ao todo. Durante a última sessão, após um aumento na dosagem do medicamento, viveu um momento extremamente delicado de saúde. Segundo ela, foi uma experiência marcante que a fez perceber a fragilidade da vida e, ao mesmo tempo, renovar sua fé.
Após concluir a quimioterapia, ainda realizou 38 sessões de radioterapia. Em seguida, iniciou a hormonioterapia, etapa final do tratamento, que se prolongou por vários anos.
Ao longo de toda a jornada, Rita contou com o apoio da família, amigos e pessoas que caminharam ao seu lado durante o tratamento. Com o passar do tempo, os resultados dos exames confirmaram aquilo que ela tanto aguardava: estava curada.
Hoje, ela se considera uma sobrevivente e utiliza sua história para conscientizar outras mulheres sobre a importância dos exames preventivos e do diagnóstico precoce. Sua experiência também se tornou uma fonte de encorajamento para quem enfrenta a doença.
As trajetórias de Sônia e Rita mostram que cada batalha contra o câncer é única. Embora os desafios sejam diferentes, ambas encontraram forças para continuar e superar momentos extremamente difíceis. Seus testemunhos lembram que a esperança, a perseverança e o apoio recebido ao longo do caminho podem fazer toda a diferença durante a luta contra o câncer de mama.
Testemunhos publicados originalmente no site Mulher Cristã
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