Francisco Carmo, de Porto Velho, superou o câncer de estômago

Francisco Carmo, de 52 anos, trabalha há 12 anos no Hospital de Amor de Porto Velho. Durante esse tempo ele transportou inúmeros pacientes, só não esperava que um dia seria um deles.

Ao longo dos anos, viveu inúmeras histórias com os passageiros e por várias vezes passou pela dor da perda e luto. O período mais doloroso, segundo ele, foi quando um homem, com quem criou uma grande amizade, faleceu.

“Eu vim pra casa depois do plantão, quando eu retornei segunda-feira ele tinha falecido. Então aquilo me abalou muito, eu tive que passar até por um psicólogo, porque ficou aquele trauma na minha cabeça”.

Por conta do sofrimento, o motorista chegou a cogitar desistir da profissão.

Diagnóstico

O caso de Francisco começou com uma gastrite leve e foi evoluindo. No último ano, em meio a pandemia da Covid-19, ele contraiu o vírus e passou 18 longos dias muito mal. Vários órgãos foram afetados.

Logo depois da recuperação da Covid, o motorista sentiu dores no estômago e procurou atendimento médico. Inicialmente foi diagnosticado com úlcera, mas poucos dias depois, ao fazer um novo exame, veio o diagnóstico de câncer de estômago. Ao receber a notícia, ele diz que não conseguia acreditar.

“Eu falei “poxa eu cuidei de tanta gente, carreguei tanta gente. Doutor, o senhor está brincando?””.

Em poucas semanas, ele teve que passar por uma cirurgia que retirou todo o estômago, juntamente com o tumor. Quinze dias depois começou a sentir febre e descobriu que teria que passar por um novo procedimento, após um grampo da cirurgia perfurar seu intestino.

Ao todo, Francisco passou por três cirurgias e tratamento de quimioterapia.

Atualmente

O Projeto AMIGOS conversou com Francisco sobre seu tratamento e ele respondeu:

Devido às várias cirurgias em um curto espaço de tempo, meu organismo não conseguiu se recuperar normalmente, resultando em várias sequelas, incluindo aderências, e fui diagnosticado com dores crônicas. Tentei uma outra cirurgia para desfazer as aderências e, nessa ocasião, também removi a vesícula. A cirurgia foi minimamente invasiva, realizada por vídeo, e as aderências foram desfeitas, mas infelizmente elas retornaram.

Embora eu não tenha mais câncer, as sequelas são terríveis. Sinto muitas dores e, por diversas vezes, preciso recorrer ao pronto-socorro do hospital. Hoje, faço acompanhamento médico a cada seis meses e sou dependente de opioides (metadona e amitriptilina), o que me impossibilita de trabalhar. Vivo conforme Deus tem preparado para mim.

Com informações do G1 Rondônia e atualizado pelo Projeto AMIGOS em contato com Francisco.

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