Um estudo conduzido por médicos do Hospital de Amor, em Barretos (SP), descreveu o primeiro caso registrado no Brasil de carcinoma espinocelular associado a um implante mamário de silicone. O tumor é considerado extremamente raro: desde sua primeira descrição, em 1992, havia apenas 20 casos identificados em mulheres no mundo. O trabalho foi publicado em julho de 2025 na revista Annals of Surgical Oncology.
A paciente brasileira tinha 38 anos e utilizava a prótese desde os 20. Ela procurou atendimento após apresentar dor e aumento do volume de uma das mamas. Os exames apontaram líquido acumulado ao redor do implante e alterações na cápsula que o envolvia. A biópsia confirmou o carcinoma. Mesmo após a retirada da prótese e a realização de mastectomia, o tumor voltou e a paciente morreu dez meses depois do novo diagnóstico.
Os pesquisadores analisaram 17 casos e observaram comportamento agressivo da doença: nove pacientes apresentaram recorrência no primeiro ano e seis morreram nos dois anos seguintes. A sobrevida global média foi de 15,5 meses. Os fatores de risco ainda não estão estabelecidos, embora o estudo considere que inflamações crônicas na cápsula do implante possam participar do processo. A equipe propôs ainda um sistema específico para estadiamento e tratamento e apontou pulmões e fígado como locais frequentes de metástase.
Fonte: Metrópoles
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