Terapia com campos elétricos amplia sobrevida em câncer de pâncreas inoperável

Um estudo norte-americano avaliou uma nova estratégia para pacientes com adenocarcinoma de pâncreas que não podem ser submetidos à cirurgia. A pesquisa PANOVA acompanhou 571 adultos em 20 países durante cinco anos e investigou o uso de campos elétricos aplicados ao tumor em conjunto com a quimioterapia. A técnica busca impedir a multiplicação das células tumorais e, até então, era utilizada principalmente no tratamento de glioblastomas.

Após 12 meses, 68% dos participantes que receberam a combinação com os campos elétricos permaneciam vivos, oito pontos percentuais acima do grupo que passou apenas pela quimioterapia. A sobrevida livre de dor também foi maior: 15 meses entre os pacientes submetidos à nova abordagem, contra nove meses no grupo de controle. Segundo a reportagem, metade dos participantes recebeu a aplicação dos campos elétricos.

O câncer de pâncreas apresenta diagnóstico frequentemente tardio, já que os sintomas podem aparecer somente em estágios avançados. A reportagem informa que apenas 13% dos pacientes sobrevivem cinco anos após o diagnóstico e que não existe exame de rastreamento para identificar precocemente a doença. Para 2025, são estimados 10.980 novos casos no Brasil. O estudo foi publicado pela revista da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco).

Fonte: Estado de Minas | Imagem: Freepik


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