Prevenção e rastreamento são essenciais para reduzir os cânceres ginecológicos

Os cânceres ginecológicos somam quase 35 mil novos diagnósticos por ano no Brasil, segundo dados apresentados pela médica Daniele Assad, diretora do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Durante participação no CB.Saúde, ela destacou a necessidade de ampliar a atenção à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento dessas doenças.

Entre os tumores ginecológicos, o câncer do colo do útero é o mais frequente. A estimativa apresentada é de 17 mil novos casos anuais no país, com cerca de 98% relacionados à infecção pelo HPV. A vacinação contra o vírus está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Desde 2024, a imunização é realizada em dose única. Segundo a especialista, a cobertura permanece abaixo do esperado, especialmente entre os meninos.

O rastreamento também foi apontado como uma medida fundamental. Além do Papanicolau, o Ministério da Saúde incorporou o teste de DNA do HPV, considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma ferramenta de alta eficácia para identificar a presença do vírus. A estratégia global de eliminação do câncer do colo do útero até 2030 prevê vacinação de 90% das meninas, rastreamento de 70% das mulheres entre 35 e 45 anos e tratamento de 90% das pacientes com lesões pré-invasoras ou invasoras. A especialista também ressaltou que os sintomas podem surgir apenas em fases avançadas, reforçando a importância do acompanhamento preventivo e da vacinação contra o HPV.

Fonte: Correio Braziliense | Imagem: Freepik


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