Depois do câncer, há uma doença que virou a 2ª mais temida no Brasil

Mesmo com os avanços da medicina que tornaram muitos casos de câncer tratáveis, a doença ainda desperta grande temor entre os brasileiros. Contudo, uma pesquisa divulgada na segunda-feira (9) revelou que um transtorno neurodegenerativo está, aos poucos, gerando cada vez mais preocupação.

Encomendado pela farmacêutica Eli Lilly e realizado pelo Datafolha, o levantamento confirmou que, atualmente, o Alzheimer é temido por mais da metade dos brasileiros, aparecendo em segundo lugar na análise.

A preocupação se manifesta de forma mais intensa entre mulheres (55%) e indivíduos com ensino superior (65%). Além disso, o receio está associado tanto à possibilidade de um diagnóstico pessoal quanto ao de alguém próximo.

O relatório também indicou que, em comparação com doenças como AIDS, Parkinson e diversos tipos de câncer, o ainda Alzheimer apresentou a menor porcentagem de pessoas que acreditam na possibilidade de cura por meio de tratamento, chegando a apenas 16%.

Apesar disso, o diretor médico sênior da Eli Lilly no Brasil, Luiz André Magno, ressaltou, por meio de uma nota divulgada pelo jornal O Globo, a importância de cuidar da saúde do cérebro, evitando que ela se torne um tabu.

Mesmo com medo, brasileiros buscariam ajuda para lidar com doença

A pesquisa indicou ainda que, diferentemente do que ainda ocorre em relação ao câncer, o receio em torno do Alzheimer não seria um fator que impediria a busca por assistência médica. Ao todo, 94% dos participantes disseram que buscariam uma consulta caso alguém próximo apresentasse os primeiros sintomas.

Além disso, 95% ainda concordaram que, a partir de uma certa idade, é fundamental procurar um médico para avaliar o estado de saúde do cérebro, enquanto apenas 4% afirmaram que ficariam preocupados caso descobrissem a doença ainda nos estágios iniciais.

Especialistas alertam que, embora a doença não tenha cura, existem diversos tratamentos que podem melhorar significativamente a qualidade de vida de pacientes afetados pelo Alzheimer. Porém, a eficácia dos métodos pode depender do diagnóstico precoce.

Com informações de TNH1


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