No Dia Internacional da Síndrome de Down, lembrar da inclusão também significa falar sobre saúde. Algumas crianças com a condição enfrentam, além dos desafios da trissomia do cromossomo 21, o diagnóstico de câncer. Nesses casos, o cuidado precisa considerar duas realidades ao mesmo tempo: tratar o tumor com rapidez e manter o acompanhamento clínico da síndrome.
Crianças com Síndrome de Down apresentam maior risco de desenvolver leucemias na infância, especialmente leucemia linfoblástica aguda e leucemia mieloide aguda. Estudos indicam que esse risco pode ser entre 10 e 20 vezes maior do que na população geral. Ainda assim, o câncer continua sendo uma condição relativamente rara dentro desse grupo.
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Quando o diagnóstico acontece, a prioridade é iniciar o tratamento oncológico. A quimioterapia costuma seguir protocolos semelhantes aos de outras crianças, mas com atenção maior aos efeitos colaterais. Pacientes com Síndrome de Down podem apresentar sensibilidade diferente a alguns medicamentos e maior risco de infecções durante o tratamento.
Ao mesmo tempo, o acompanhamento da síndrome não deve ser interrompido. Avaliações cardiológicas, monitoramento da tireoide, acompanhamento do desenvolvimento e cuidados com audição e fisioterapia continuam sendo importantes ao longo de todo o processo.
Esse cuidado integrado ajuda não apenas na resposta ao câncer, mas também na qualidade de vida da criança. Porque tratar o câncer é urgente. Mas cuidar da criança por inteiro é indispensável.
Fontes: Ministério da Saúde do Brasil, ABCD da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde do Paraná / Imagem ilustrativa / Edição: Wellington Nascimento
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