O Senado aprovou um projeto de lei que busca acelerar o acesso à imunoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS), tratamento considerado um dos mais inovadores no combate ao câncer. A proposta altera a Lei Orgânica da Saúde para garantir que a imunoterapia seja incorporada aos protocolos clínicos sempre que demonstrar maior eficácia ou segurança em relação às terapias tradicionais. Atualmente, pacientes podem enfrentar longos períodos de espera para a liberação desse tipo de tratamento, o que pode comprometer as chances de recuperação.
A imunoterapia atua estimulando o próprio sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater as células cancerígenas, diferentemente da quimioterapia, que age diretamente sobre as células doentes e também pode afetar tecidos saudáveis. Essa abordagem tem sido adotada em diversos países e representa um avanço significativo na oncologia, ampliando possibilidades de tratamento e, em alguns casos, aumentando a sobrevida dos pacientes.
No Brasil, embora já seja utilizada em situações específicas, a ausência de regras claras dificulta a ampliação do acesso no SUS. O projeto aprovado busca reduzir a burocracia e o tempo necessário para a incorporação da tecnologia, permitindo que pacientes recebam o tratamento com maior rapidez quando houver indicação médica.
A proposta agora segue para sanção presidencial. Especialistas e parlamentares defendem que a medida pode salvar vidas ao evitar atrasos no início da terapia. O tema ganhou força com relatos de pacientes que enfrentaram dificuldades para obter o tratamento, reforçando a necessidade de políticas públicas mais ágeis e eficazes no enfrentamento do câncer no país.
Conteúdo resumido a partir de matéria publicada no portal do g1. Leia a versão completa no site oficial.
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