O empresário Jeff Bradford descobre câncer de garganta após contrair HPV

O empresário Jeff Bradford, de 62 anos, morador de Forres, na região de Moray, na Escócia, descobriu um câncer de garganta em estágio avançado após semanas convivendo com dor persistente ao engolir, sintoma que considerava comum.

No início, Jeff acreditou que o incômodo estivesse relacionado à poeira dos ambientes que frequentava. Ao procurar atendimento médico, recebeu diagnóstico de amigdalite e foi tratado com antibióticos. Como a dor não melhorou, decidiu buscar uma segunda avaliação.

Ao realizar a segunda consulta, com um médico diferente, Jeff recebeu uma dose mais forte de antibióticos, mas também foi encaminhado ao hospital para exames mais detalhados — decisão que acabou sendo crucial.

Durante a avaliação, um especialista identificou uma massa na parte posterior da garganta. A suspeita de tumor levou à realização de uma biópsia. O procedimento confirmou o diagnóstico de câncer de orofaringe ou câncer de garganta em estágio três.

Cirurgia complexa e descoberta da causa

Jeff passou por uma cirurgia considerada exaustiva, com duração de cerca de quatro horas, para retirada do tumor. Após a análise do material coletado, os médicos identificaram que o câncer estava associado ao papilomavírus humano (HPV), uma infecção sexualmente transmissível bastante comum.

Segundo o próprio empresário em entrevistas à imprensa britância, os profissionais explicaram que a infecção provavelmente foi contraída décadas antes — possivelmente até 30 anos atrás, antes de conhecer sua esposa, Heidi.

O HPV pode permanecer no organismo por longos períodos sem causar sintomas, o que dificulta a identificação do momento exato da infecção. O câncer de orofaringe, que afeta regiões como amígdalas e parte posterior da garganta, tem sido cada vez mais associado ao HPV, especialmente ao subtipo 16, considerado de alto risco.

A transmissão pode ocorrer por contato íntimo, incluindo sexo oral, permitindo que o vírus alcance a mucosa da boca e da garganta. Na maioria dos casos, o sistema imunológico elimina o vírus naturalmente. No entanto, quando a infecção persiste, pode provocar alterações celulares que evoluem lentamente para um tumor.

Após a cirurgia e o tratamento, Jeff Bradford se recuperou e segue em acompanhamento médico. O caso terminou sem registro de complicações graves, mas deixou um alerta sobre a necessidade de investigar sintomas persistentes.

A história do empresário mostra como o câncer de garganta pode se desenvolver de forma silenciosa e ser confundido com condições comuns.

O caso reforça que sintomas que não melhoram com o tempo merecem investigação aprofundada. O diagnóstico precoce ainda é o principal aliado para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido.

Fonte: Metrópoles


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