Natália Maier celebra fim da quimioterapia após vencer o câncer pela segunda vez

O fim de uma etapa tão difícil merece ser celebrado. Foi com esse sentimento que Natália Maier, de 36 anos, percorreu as ruas de Florianópolis ao lado de familiares e amigos, em um emocionante “buzinaço”, logo após concluir a 16ª e última sessão de quimioterapia. A comemoração marcou o encerramento de mais uma fase da sua luta contra o câncer de mama, doença que ela enfrentou pela segunda vez.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram Natália deixando o hospital e seguindo pelas ruas da capital catarinense em clima de gratidão e esperança. O momento simbolizou não apenas o fim do tratamento, mas também a força de quem decidiu transformar a dor em um testemunho de superação.

Uma história marcada por desafios

A trajetória de Natália é repleta de coincidências difíceis. Sua mãe recebeu o diagnóstico de câncer de mama aos 28 anos e faleceu aos 33, após enfrentar a doença.

Anos mais tarde, em novembro de 2018, enquanto amamentava a filha, Natália percebeu um caroço na mama esquerda. Ela também tinha 28 anos, exatamente a mesma idade em que sua mãe descobriu o câncer. O diagnóstico confirmou que ela enfrentava a mesma doença.

Ao longo de 2019, passou por um tratamento intenso, que incluiu mastectomia e sessões de quimioterapia. Entre os momentos mais marcantes desse período, ela destaca a perda dos cabelos.

“Por mais que eu soubesse que esse momento chegaria, eu não estava preparada. Não consigo descrever em palavras”, relembrou.

Com o término do tratamento, Natália acreditava que iniciaria uma nova fase da vida. Ao recordar o início de 2020, escreveu:

“Esse ano vou me reconstruir.”

Os cabelos começaram a crescer novamente, a saúde melhorava gradualmente e o desejo era simplesmente aproveitar a vida ao lado da família.

Natália durante uma sessão de quimioterapia

Uma nova perda e um recomeço

Poucos meses depois, porém, outra dor transformou completamente sua história. Em novembro de 2020, seu primeiro marido, Filipe, faleceu.

Ao recordar esse período, Natália compartilhou:

“Sem chão mais uma vez. Fui moída, fui provada, fui levada ao meu limite. Mas foi nesse processo que Ele me refez e me revelou quem eu realmente sou Nele.”

Ela também relembra com gratidão o apoio recebido durante o tratamento.

“Filipe foi meu anjo. Cuidou de mim durante todo meu tratamento. Depois Deus o levou para Si.”

Nos anos seguintes, Natália e a filha reconstruíram a rotina pouco a pouco. Após um longo processo de luto, voltou a namorar em 2023 e, no fim de 2025, celebrou um novo casamento.

Parecia o início de um novo capítulo.

Natália Maier e o marido durante o casamento

O câncer voltou

Cerca de 20 dias após o casamento, entretanto, a notícia que ninguém esperava voltou a mudar seus planos: o câncer havia retornado exatamente na mesma mama.

“Pouco tempo depois de nos casarmos, recebemos uma notícia que mudou completamente os nossos planos. O câncer chegou sem avisar e sem pedir licença”, relatou.

Ela lembra que, apenas duas semanas antes do diagnóstico, comemorava o recomeço da vida.

“Eu estava me casando. Acreditando que finalmente a vida estava voltando ao lugar. Depois de ter ficado viúva, eu estava reaprendendo a viver, reaprendendo a amar, reaprendendo a sonhar. Pensei: agora vou refazer a minha vida, a minha família. E então, mais uma vez, a vida me parou.”

Para tratar a recidiva da doença, sua oncologista indicou um novo protocolo com 16 sessões de quimioterapia, sendo 12 aplicações semanais e outras quatro sessões mais intensas, realizadas a cada 15 dias.

Última sessão de quimioterapia

Um buzinaço de esperança

Na última segunda-feira (6), Natália concluiu essa etapa do tratamento e escolheu celebrar de uma forma simples, mas profundamente simbólica: caminhando pelas ruas da cidade onde nasceu, acompanhada por pessoas que estiveram ao seu lado durante toda a jornada.

Depois de enfrentar o câncer de mama pela segunda vez, ela transformou o fim da quimioterapia em um momento de gratidão, esperança e recomeço, inspirando milhares de pessoas que acompanham sua história.

Sua caminhada lembra que, mesmo diante das maiores adversidades, é possível encontrar forças para seguir em frente e celebrar cada vitória conquistada ao longo do caminho.

Texto publicado originalmente no portal ND Mais


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