Vanderson Luiz de Paiva Dias, de 55 anos, morador de Brasília, nunca fumou, mas conviveu durante grande parte da vida com familiares que tinham o hábito. Aos 50 anos, recebeu o diagnóstico de carcinoma pulmonar. O caso chama atenção para os riscos relacionados à exposição involuntária à fumaça do tabaco.
Segundo a oncologista Gabrielle Scattolin, da Rede Américas e integrante da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), não existe nível considerado seguro de exposição à fumaça do cigarro. Ela afirma que fumantes passivos apresentam risco de 20% a 30% maior de desenvolver câncer de pulmão, além de estarem sujeitos a outros problemas respiratórios e cardiovasculares.
Dias já havia enfrentado um linfoma de Hodgkin e câncer de tireoide. Uma pequena lesão pulmonar identificada durante seu acompanhamento cresceu anos depois e levou ao diagnóstico do carcinoma. O tumor foi retirado por cirurgia robótica, com remoção de quase metade do pulmão direito, e ele apresentou boa recuperação. A especialista também destaca que abandonar o cigarro reduz progressivamente o risco de câncer de pulmão, que pode cair pela metade após 10 a 15 anos sem fumar.
Fonte: Metrópoles
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