Crianças e adolescentes que passaram por tratamento contra a leucemia linfoide aguda (LLA) podem precisar reconstruir sua proteção por meio de um novo esquema de vacinação. Uma revisão sistemática publicada em maio na revista científica Vaccines reuniu resultados de 24 estudos realizados entre 1981 e 2023, envolvendo 1.110 pacientes tratados para a doença.
Os pesquisadores brasileiros identificaram grande variação na manutenção de anticorpos protetores depois da quimioterapia. Para doenças como coqueluche, difteria, tétano, poliomielite, sarampo, rubéola e varicela, os estudos apresentaram diferentes níveis de proteção. As respostas às vacinas pneumocócica e meningocócica foram particularmente baixas nas pesquisas analisadas.
Segundo os especialistas citados, a quimioterapia pode comprometer a memória imunológica, e a recuperação completa desse sistema pode levar anos. Diretrizes internacionais recomendam, em geral, retomar vacinas inativadas cerca de três meses após o fim da quimioterapia, enquanto vacinas com vírus vivos dependem da recuperação imunológica e de orientação específica. O estudo defende planejamento individualizado, acompanhamento médico e avaliação da vacinação antes do retorno à escola.
Fonte: Portal Drauzio Varella | Imagem ilustrativa: criada com o auxílio de inteligência artificial para representar o tema deste conteúdo.
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