Todos os anos, o mês de julho ganha uma cor especial na área da saúde. A campanha Julho Verde mobiliza profissionais, instituições e a sociedade para conscientizar sobre o câncer de cabeça e pescoço, grupo de tumores que pode atingir regiões como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, seios da face, glândulas salivares e tireoide. O principal objetivo é incentivar a prevenção, o reconhecimento dos primeiros sinais da doença e o diagnóstico precoce, fator que aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento.
Criada em 2015 pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), a campanha passou a integrar oficialmente o calendário nacional por meio da Lei nº 14.328/2022, que instituiu o Mês Nacional de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. Além das ações realizadas durante todo o mês, o movimento também destaca o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, celebrado em 27 de julho, data criada pela International Federation of Head and Neck Oncology Societies (IFHNOS) para incentivar a prevenção e ampliar o acesso à informação sobre a doença. (Fontes: SBCCP, Lei nº 14.328/2022 e Biblioteca Virtual em Saúde/Ministério da Saúde).
As estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), divulgadas para o triênio 2026–2028, mostram que o câncer continua sendo um dos principais desafios da saúde pública brasileira. Entre os tumores relacionados à campanha Julho Verde, destacam-se os de cavidade oral, laringe e tireoide, que seguem entre os mais incidentes no país. Os dados reforçam a necessidade de ampliar a prevenção, estimular o diagnóstico precoce e facilitar o acesso ao tratamento.
Entre os fatores mais associados ao desenvolvimento da doença estão o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a infecção pelo HPV, a exposição solar sem proteção, especialmente para o câncer de lábio e a exposição ocupacional a determinadas substâncias químicas. O Ministério da Saúde também destaca a importância da vacinação contra o HPV, da interrupção do tabagismo, da redução do consumo de álcool e da manutenção de uma boa saúde bucal como medidas fundamentais para diminuir o risco desses tumores.
Os sinais iniciais costumam ser discretos e, por isso, não devem ser ignorados. Feridas na boca que não cicatrizam por mais de duas semanas, rouquidão persistente, dificuldade para engolir, dor de garganta contínua, manchas na boca, sangramentos sem causa aparente e caroços no pescoço merecem avaliação médica. Especialistas alertam que, quando identificado nas fases iniciais, o câncer de cabeça e pescoço apresenta chances significativamente maiores de cura, além de possibilitar tratamentos menos agressivos e melhores resultados para o paciente.
Mais do que marcar uma campanha anual, o Julho Verde convida a população a adotar hábitos saudáveis e a estar atenta aos sinais do próprio corpo. Informar-se, abandonar fatores de risco e procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes são atitudes que podem fazer toda a diferença. A conscientização continua sendo uma das ferramentas mais importantes para reduzir o impacto do câncer de cabeça e pescoço e salvar vidas.
Conteúdo elaborado com base em informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Ministério da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS/MS), Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e da Lei nº 14.328, de 20 de abril de 2022.
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